LIVROS

Conheça algumas obras dos acadêmicos (para informações de como adquirir a obra, clique na capa do livro):







Título: Contos do Sol Renascente (Prêmio Humberto de Campos - UBE-RJ)
Autor: André Kondo / Ilustrador: Alessandro Fonseca
Gênero literário: Contos  

Sinopse: Uma viagem por ancestrais valores: a pétala da cumplicidade, a carpa da verdade, a pérola da salvação, o hashi precioso, a espada da perfeição, a montanha humana, a máscara da sinceridade, a ikebana da conquista, a casa de banho da saudade, o jardim do ego, a dança da aceitação, o haicai da eternidade, o templo do recomeço, a caligrafia do amor... O Japão que renasce a cada conto.









Título: Nihonjin (Prêmio Jabuti 2012, Prêmio Benvirá, Prêmio Bunkyo)
Autor: Oscar Nakasato
Gênero literário: Romance
Sinopse: Hideo Inabata é um japonês orgulhoso de sua nacionalidade, que chega ao Brasil na segunda década do século XX com o objetivo de enriquecer e cumprir a missão sagrada de levar recursos ao Japão, conforme orientação do imperador aos seus súditos. O árduo trabalho no campo, a difícil adaptação ao Brasil, a morte da primeira esposa e os conflitos com os filhos Haruo e Sumie são um teste para a inflexibilidade do nihonjin (japonês). O narrador, neto do protagonista e filho de Sumie, empresta voz e visão contemporânea à transformação do avô e do seu sonho de voltar rico para casa. Nihonjin, romance de estreia de Oscar Nakasato, foi o vencedor do 1º Prêmio Benvirá de Literatura e, posteriormente, do Prêmio Jabuti.






Por causa de uma mudança brusca do tempo, um senhor de idade foi forçado a se juntar a um grupo de jovens em um lugar de pouca claridade. No abrigo, evitaram o céu carregado de nuvens escuras, que logo trouxe uma tempestade, seguida de um forte vendaval. Foi a deixa que a Natureza deu a eles para que pudessem conversar. Todo dia, ouvimos ou participamos de conversas. Mas existem conversas e conversas. A maioria delas é conversa mole; é a preferida das pessoas de pouco conteúdo, que em vez de trocar informações, falam sobre coisas inúteis. Há também a conversa que serve como passatempo. Esta serve para as pessoas gastarem tempo conversando, sem se importarem com o assunto. É a preferida das pessoas que gostam de jogar conversa fora. Cada vez menos, dá-se a conversação entre as pessoas. Por conversação entende-se ter uma conversa sobre. É nesta conversa que se fala de coisas úteis, e, o idoso e um grupo de meninas e meninos, neste livro, juntos, abordam vários assuntos, de modo inusitado. Quem saiu ganhando com isso foram os jovens. Depois do temporal e da escuridão temporária, eles deixaram o local serenamente para encontrar o céu aberto e iluminado, proporcionando a eles um novo olhar sobre a vida.







Este livro traz diálogos reflexivos entre o avô e o neto. É recomendado aos jovens que anseiam por adquirir e melhorar o seu conhecimento. Aqui, na primeira parte, a conversa se dá sobre alguns ditos populares seguidos com afinco pelo povo de Okinawa. Na segunda, ambos discorrem sobre os ensinamentos de Sócrates ao mundo ocidental. 
Apesar de o livro ser destinado ao público infanto-juvenil, o avô, que gosta de ler e julga que ainda lhe cabem coisas ao seu espírito, pode se beneficiar com a leitura dos diálogos. E, após a leitura, o atento avô poderá fazer conversações com os netos e, assim, colaborar na melhora do pensamento de cada um deles. 
Na era atual, vemos, cada vez mais, pais e mães carecendo de tempo para dedicar às conversas com os filhos. A correria do dia a dia impossibilita os pais de manter conversas reflexivas com os filhos. Ainda assim, conseguem educar seus filhos. Mas é só. 
Nas ausências momentâneas dos pais, os avós podem e devem exercer um importante papel. São eles que, por terem todo o tempo do mundo e paciência – experimentados --, podem transmitir informações e conhecimentos aos netos. E os conhecimentos, se bem nutrirem o espírito do neto, podem fazê-lo saber distinguir a vida moral da imoral.